19 de ago de 2017

Divulgação: canais LGBTs

Olá, pessoal. Trago aqui mais alguns canais menos conhecidos apresentados por figuras da comunidade LGBTQIAP+.

Para quem não viu, segue o artigo com divulgações anteriores.



Lucca Najar

Lucca é um jovem transexual que faz vídeos abordando sobre sua vida e sobre a transgeneridade.


Jake Vieira

Jake é um rapaz trans que foca mais em entretenimento, também falando sobre sua vivência como pessoa trans.


Sou Teodoro

Teodoro é um rapaz transexual que aborda sobre sua transição e sobre a transgeneridade na sociedade atual.


Transdiário

O canal de Luca Scarpelli foca em sua transição e também aborda sobre a realidade de pessoas trans no Brasil.


Cavalos-Marinhos

Thomaz e Diogo, dois rapazes trans, discutem sobre a transgeneridade e alguns outros temas comuns nas militâncias sociais.


Batatinha gwiyomi

Batatinha, também conhecida como Namy ou Zeine, é uma pessoa trans não-binária que faz vídeos focando mais na assexualidade, que é sua orientação sexual.


George Otávio - GO!

George é um rapaz demissexual homorromântico que faz vídeos abordando sobre assexualidade.


Vida Positiva

Felipe criou o canal após descobrir ser soropositivo. Desde então vem abordando sobre HIV e sua vivência após a descoberta.


XISTO

Xisto é uma pessoa não-binária que faz vídeos de entretenimento e sobre seu cotidiano.


Lorena Olaf Furter

Lorena é uma pessoa trans não-binária que aborda muito sobre as identidades não-binárias, a diversidade e outros assuntos relacionados.


Dionne Freitas

Dionne é uma moça transexual e intersexual que aborda sobre ambas as vivências e também sobre sexualidade.

https://www.youtube.com/channel/UCxEMVT5B_umeTx3LXqp0b_Q

Jef Na Net

Jef fala sobre diversidade, a vida gay e religião.




16 de ago de 2017

Neonazistas

Ano de 2017 e ainda existem grupos seguidores da ideologia que dizimou milhares de pessoas e se tornou uma das maiores vergonhas da história da humanidade.

Não, não é ignorância, falta de informação, falta de educação, problema mental, doença, não é nada disso. Nem é intolerância. O que estamos vivenciando está além da intolerância e chegou na loucura.

Podia ter sido aqui no Brasil, mas foi nos Estados Unidos que ocorreu uma manifestação neonazista. As pessoas que compuseram esse show de horrores fizeram discursos contra judeus, negros e homossexuais e defenderam a supremacia branca.

Não sei o que o país ou as organizações internacionais vão fazer ou o que podem fazer. Mas algo deve ser feito. Urgentemente!

Você percebe que a humanidade falhou quando nesses tempos modernos existem grupos de pessoas defendendo abertamente e sem medo opressão, violência e morte contra outros grupos. Isso não é liberdade de expressão!

E estou mais do que farto de ouvir discursos pacifistas, de que não devemos revidar essa gente com violência, que devemos manter o diálogo, que devemos ser "humanos".

Eu até relevo com as minorias insistindo no pacifismo. Mas ver gente que não é alvo dos neonazistas fazendo esse discurso me deixa muito puto! Tenho vontade de perguntar para essa gente: como é nunca ser ameaçado de morte por pertencer a determinado grupo?

Qual seria minha solução? Digo aqui e agora para o mundo inteiro: fuzilar! Matar esses lixos! Matar antes que nos matem, matar antes que matem, matar porque com essa gente está além da recuperação.

Todas as pessoas têm direito à vida? Bom, eu acredito que sim. Tanto que sou contra a pena de morte. Podem defender o direito à vida dos neonazistas. Agora, quem vai defender o mesmo direito de viver das minorias?

Para mim o direito à vida da outra pessoa termina no momento em que ela é uma ameaça a minha vida. Pior ainda se for ameaça a minha e de outras pessoas.

Violência é a melhor resposta? Sinceramente, não sei mais responder. Eu preferiria evitar violência. Mas infelizmente a violência é necessária, principalmente quando ela vem como resistência. As minorias precisam se armar, ter como se defender.

Sinto muito quem achar minha opinião radical. Mas entre jogar uma flor ou uma bomba, eu jogo aquilo que for preservar minha vida. Chega de pacifismo com essa gente! Isso é guerra! Não é questão de "escolher lados". Isso é questão de vida.



12 de ago de 2017

O sucesso de Pabllo Vittar

Cada vez mais a cantora drag queen Pabllo Vittar conquista seu lugar na mídia nacional e também na internacional. Uma boa parcela da população, especialmente da comunidade LGBTQIAP+, está se sentindo representada e está apoiando a artista.

Não vou discutir aqui se a Pabllo tem mesmo talento ou não. Ela está fazendo sucesso, um sucesso que tende a crescer, então algum talento ela deve ter. Gosto dela, mas não sou fã suficiente para ser intitulado de vittarlover. No entanto, preciso falar sobre ela. E defendê-la.

Ninguém consegue agradar todo mundo. Pabllo esteve sendo criticada por sua voz, por ser superestimada, pelas letras de algumas músicas e por sua contribuição a longo prazo para a comunidade. Todas as pessoas são passíveis de críticas. Porém, o que estive vendo está me incomodando e vou explicar o motivo.

Vou comentar dois casos específicos sobre as (pseudo-)críticas contra ela:

Compararam ela com Freddy Mercury, geralmente exaltando-o como um homossexual melhor, mais talentoso e mais representativo. Bom, sem entrar no mérito se Freddy era de fato gay ou bissexual (o que era possível, bissexualidade sempre foi apagada), vamos aos seguintes fatos: são duas pessoas de tempos diferentes fazendo seus ativismos. Freddy contribuiu para a comunidade. Pabllo está contribuindo para a comunidade. Ninguém é mais ou menos aqui. Não é porque Freddy agiu de um jeito que todx artista LGBT deve seguir a mesma fórmula.

Compararam ela com figuras LGBTs nacionais, como Vera Verão, Nanny People e Rogéria. Antes de tudo, essas pessoas tiveram sim um papel importante na história da visibilidade LGBT nacional. Não vou negar. Agora, todas elas têm algo em comum: são personagens de entretenimento. Quando vi essa comparação, a única coisa que entendi foi "bons tempos quando LGBTs só apareciam na TV pra gente dar risada". Melhor ainda é ver a galera reacionária fazendo essa comparação (nem se importam com a comunidade!).

Tudo isso só tem um objetivo: desmerecer a Pabllo. Só. Mais nada. Duvido que essa mesma galera tenha imensa paixão e admiração por todas as personalidades citadas.

Agora, ninguém está dizendo que a Pabllo vai revolucionar o mundo apenas com músicas e clipes e acabar com as opressões sofridas pela comunidade. Não. Até porque uma pessoa só não faz uma revolução. Mas eu, como pessoa LGBT, estarei cobrando mais do ativismo dela.

E, além disso, a Pabllo ainda está inserida num sistema capitalista. Ela precisa tomar o mesmo cuidado que artistas que se dizem pró-LGBT (como Anitta), que é não cruzar o limite entre o ativismo verdadeiro e o lucro em cima da causa LGBT (o famoso pink money).

Talvez ela esteja sendo muito exaltada pelxs fãs. Talvez esteja sendo um pouco superestimada por seu talento. Agora, ter alguém como ela sendo reconhecida no mundo é positivo para a visibilidade e representatividade LGBT. Sem contar que ela também está representando o Brasil.

O clipe Sua Cara foi gravado no Marrocos, onde é crime por lei ser homossexual. Conseguem imaginar o que é um homossexual interpretando uma drag queen e uma artista pró-LGBT gravando um clipe num país desses? Isso não é um rompimento de barreiras?

Com tudo isso e vendo os ataques que Pabllo esteve sofrendo, só posso concluir uma coisa: o que incomoda de verdade é termos uma pessoa LGBT, nordestina e que rompe padrões tendo sucesso. Com certeza há gente que não gosta da voz e das letras. Mas o incômodo maior é a pessoa dela estar ganhando espaço num meio artístico ainda predominado por pessoas hétero-cis.

As críticas sobre Pabllo estar inserida no capitalismo e as cobranças do que ela pode fazer pela comunidade são válidas. Meu ponto principal foi a importância de ter uma drag fazendo sucesso, o que isso significa para a diversidade. Estarei acompanhando a Pabllo, torcendo por sua carreira e por sua contribuição para um mundo mais tolerante.