28 de fev de 2015

Tipos de orientações

Aqui vai uma lista das orientações (sexual e romântica). Vou falar apenas como prefixos:

Hetero: orientação voltada a um gênero diferente.
Ex: heterossexualidade, heterorromanticidade.

Homo: orientação voltada a um gênero igual.
Ex: homossexualidade, homorromanticidade.

Bi: orientação voltada a dois gêneros, sejam os binários ou não binários.
Ex: bissexualidade, birromanticidade.

A: orientação voltada a nenhum gênero.
Ex: assexualidade, arromanticidade.

Nota: devo ressaltar que a pessoa arromântica não se apaixona, mas não quer dizer que ela não tenha sentimentos. Pelo contrário, uma pessoa com essa orientação dispensa relações românticas e preza mais as demais, como amizade, por exemplo.

Pan: orientação voltada a todos os gêneros; binários e não binários.
Ex: pansexualidade, panromanticidade.

Poli: orientação voltada a muitos gêneros, mas não todos.
Ex: polissexualidade, polirromanticidade.

Obs: "poli" é às vezes dita uma orientação voltada a múltiplos gêneros, e que "bi" e "pan" estão dentro dela. Porém, pelo conceito atual, isso não estaria totalmente certo.

Mono: orientação voltada a apenas um gênero, logo ela comporta "hetero" e "homo". Entretanto, não é um conceito muito usado.
Ex: monossexualidade, monorromanticidade.

Andro: orientação voltada à masculinidade, não necessariamente a homens.
Ex: androssexualidade, androrromanticidade.

Gine: orientação voltada à feminilidade, não necessariamente a mulheres.
Ex: ginessexualidade, ginerromanticidade.

Nota: "andro" e "gine" são mais usadas para gêneros não binários. Uma pessoa não binária pode ter características masculinas, o que atrai a pessoa "andro". O mesmo ocorre com quem é "gine". Logo, essas orientações podem ser incluídas em "poli" ou "pan".

Escolio: orientação voltada exclusivamente a gêneros não binários, podendo incluir toda variedade de gêneros.
Ex: escoliossexualidade, escoliorromanticidade

Demi: orientação que só é possível quando a pessoa constituiu um vínculo emocional forte com a outra pessoa.
Ex: demissexualidade, demirromanticidade.

Obs: sendo assim, "demi" comporta todas as orientações, menos "a".

Lito: orientação em que a pessoa não exige reciprocidade da outra.
Ex: litossexualidade, litorromanticidade.

Obs: alguns amores platônicos podem ser incluídos nessa orientação.

Auto: orientação voltada para a própria pessoa.
Ex: autossexualidade, autorromanticidade.

Existem algumas outras que fogem desses "padrões". Vale lembrar que esses termos são para melhorar a compreensão sobre as orientações. Mas elas estão dentro de espectros, assim como outras características humanas. Sendo assim, ninguém é 100% alguma coisa, acreditem ou não XD.

Enfim. Diversidade!



E aí, se identificou com alguma, ou não? :D



25 de fev de 2015

Conceito: orientação sexual e orientação romântica

Os dois conceitos tratam sobre atração. Mas o tipo de atração é diferente.

Orientação sexual é o que todo mundo está cansado de ouvir. Refere-se à atração sexual. Explicando melhor, se refere a qual(is) gênero(s) nós sentimos tesão, aquela vontade de levar a pessoa para uma cama, uma rede, um cantinho escuro, ou atrás de uma máquina de refrigerante, e acasalar. Vale ressaltar que a orientação sexual não é o mesmo que gostar ou não de genitais.

Antigamente o conceito era mais "amplo". Orientação sexual era atração física e/ou romântica por uma pessoa. Mas depois de um tempo, as pessoas começaram a perceber que existiam pessoas que sentiam um romance por outra, mas não necessariamente queria transar.

E hoje temos o conceito de orientação romântica (ou afetiva, mas prefiro falar romântica).

Temos uma orientação mais voltada ao físico, e outra voltada mais ao emocional. Lindo, não? *---*

Ambas podem até estarem relacionadas, mas também podem ser independentes uma da outra.

Bom, a orientação romântica se refere a qual(is) gêneros nós podemos desenvolver um interesse amoroso, ou nos apaixonar. Essa orientação já lida com a probabilidade de podermos ter uma intimidade afetiva com uma pessoa.

Vamos a um exemplo:

Uma pessoa tem sua orientação sexual dirigida aos gêneros binários, masculino e feminino. Porém, ela descobre que desenvolve um afeto mais pelo gênero diferente. Isso faz dela uma heterorromântica. 
Então temos uma pessoa de orientação sexual bi e orientação romântica hetero.

Entenderam o esquema, amiguinhxs?

Um brinde à diversidade humana \o/

Eu??? u.u

Minha orientação sexual é homo. Isso não é sinônimo de "gosto de pênis". Seria cissexista de minha parte. Gosto do gênero masculino, logo sinto atração por homens cis e trans. Já tive certo conflito interno sobre eu, algum dia, ter um relacionamento com um homem trans, e já passei por cima disso.

E minha orientação romântica é bi. Porém, sou um bi mais muito voltado ao homo. Sim, já me apaixonei por mulher. Mas foi apenas uma vez. A bissexualidade pode estar dentro de um espectro. E a birromanticidade também tem seu espectro.

Outro brinde à diversidade humana \o/

Falarei mais sobre as variedades em outro post. 
Beijos para todxs.



21 de fev de 2015

Game: Paper Mario/Paper Mario: The Thousand-Year Door


(Today... I'm going to tell the story of...)

Hoje eu vou falar de dois jogos do Mario (que Mario? XD). Ambos marcaram minha infância e adolescência.

As histórias de "Paper Mario" seguem o roteiro clichê da franquia. Porém apresenta um estilo novo e divertido. O mundo e os personagens são construídos como se fossem de papel. E o jogo também tem um toque "infantil", além da temática de aventura típica da franquia.

Em Paper Mario, do Nintendo 64, a Princesa Peach é novamente sequestrada por Bowser, que dessa vez rouba um item poderoso chamado Star Rod de um grupo de espíritos estelares. E não satisfeito, ele prende esses espíritos em cartas, e Mario deve resgatá-los em cantos diferentes do mundo (ou do mapa).

Primeira vez que joguei foi uma experiência inusitada e muito divertida. O estilo do jogo, os objetivos, os cenários, tudo era interessante e me dava prazer de descobrir as coisas. Mesmo sabendo praticamente nada de inglês, consegui me virar. 

A maioria das fases eram legais, principalmente uma no deserto, uma numa caixa de brinquedos, e outra numa dimensão cheia de flores. Outras duas que me lembro bem era uma numa região isolada e assombrada, e outra numa região nevosa. 

Os amigos que acompanhavam Mario na jornada também eram legais, cada um com habilidades distintas. As lutas com inimigos não são feitas no local, mas sim em um palco (sim, um palco!), e então a luta é dividida em turnos, um do Mario e um aliado, e outro do(s) inimigo(s). As armas de Mario são basicamente uma marreta e o sapato (para pular). Mas também há itens (como Fire Flower, cogumelos, etc) e também as badges, que, quando colocadas, forneciam efeitos a mais (como aumentar um tanto de HP enquanto usada, dar imunidade a ataques de fogo, etc). Eu adorava coletar as badges por aí, além de encontrar itens raros. 

E outra coisa que eu adorava, e ainda adoro no jogo, é poder fazer receitas *---*! Sim, receitas!!! Desenvolvi meu lado culinário no jogo hahaha. Há uma personagem na cidade inicial que faz as receitas. Basta dar um item, ou até dois itens, e ela cozinhava e trazia um item completamente novo.

Em Paper Mario: The Thousand-Year Door, a Princesa Peach vai a uma cidade chamada Rogueport, e pede a ajuda de Mario para encontrar um tesouro. Quando Mario chega lá, Peach está desaparecida, e ele descobre um esquema misterioso envolvendo itens chamados Crystal Stars e a The Thousand-Year Door (Porta Milenar), que se encontra no subterrâneo da cidade. O esquema envolve seres alienígenas e uma força obscura antiga. E, por incrível que pareça, Bowser retorna, mas com um papel bem mais de coadjuvante.

Bom, posso dizer que degustei mais a história em geral e os acontecimentos do que no primeiro jogo. Foi mais porque eu sabia inglês hahaha. Não há muitas diferenças em comparação ao primeiro.  Além de obviamente os gráficos, há aprimoramentos nas lutas, como uma plateia assistindo a luta, e que podem às vezes jogar itens, e a capacidade de devolver o ataque do inimigo, ou ao menos anular o dano que seria causado. As receitas também foram retidas, e a adição de novos itens possibilitou inúmeras combinações, fossem itens únicos ou até mesmo itens comuns.

O segundo jogo ofereceu uma jogabilidade e ambientes bem melhores do que o primeiro. De fato, não consegui mais jogar o primeiro com o mesmo entusiasmo, pois eu já estava "mal-acostumado" com a modernidade do segundo XD. Mas ambos são boas aventuras. Mesmo o segundo ter retido o mesmo estilo de jogo, ambos têm universos únicos e gigantes para explorar.

Para quem ainda tem o Nintendo 64, ou o emulador, aconselho o primeiro. E para quem tem GameCube, aconselho fortemente o segundo. Ambos são bons para quem deseja um RPG tranquilo e mais puro.

Seguem abaixo as introduções de Paper Mario e Paper Mario: The Thousand-Year Door: 

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18 de fev de 2015

Realidade?

O que é a realidade?
Existe um verdadeiro consenso sobre o que ela seria?

Na física, existe a teoria do peixe no aquário redondo. Foi proposta no livro O Grande Desígnio, de Stephen Hawking. O peixe num aquário redondo (por sinal, uma prisão horrível e desumana) enxerga o lado de fora de uma maneira distorcida. E se nós também somos "peixes" num aquário que distorce a realidade do Universo?

Como dito no livro, o peixe poderia formular leis a respeito do movimento dos objetos fora do aquário, que no caso se moveriam de forma curva. Contudo, ele formula essas verdades baseado em sua perspectiva da realidade. Perspectiva da realidade é o mesmo que realidade?

Na física também encontramos o assunto sobre dimensões, que envolvem o tempo-espaço. Nós vivemos num mundo tridimensional. O que isso quer dizer? Quer dizer que enxergamos a matéria tendo altura, comprimento e volume. Para quem não entendeu, vamos usar o exemplo de um cubo. O cubo tem altura, comprimento e volume. Agora se vivêssemos num mundo bidimensional, não enxergaríamos um cubo, e sim um quadrado. O quadro, aquele que desenhamos em folhas de papel, tem altura e comprimento apenas. E como seria um mundo unidimensional? Veríamos apenas linhas. É como se pegássemos o quadrado, o colocássemos em pé, e então o observássemos por cima; veríamos apenas uma linha. Doido né? Sim, mas fantástico!

Enfim, a ciência está teorizando sobre mais dimensões. Segunda ela, podem existir até 11 dimensões! Atualmente a física fala de uma quarta dimensão, que é a terceira dimensão mais a influência do tempo. E, além disso, a ciência investiga cada vez mais sobre uma quinta dimensão. Concluindo, supondo que pudéssemos avançar de dimensão, imagine, nosso mundo, nossas leis, tudo mudaria! Existem mundos acima do nosso. Realmente percebemos toda a realidade que nos cerca?

Outro assunto interessante, agora entrando na biologia, é nossa visão. Sim, a visão, um dos cinco sentidos principais. Para quem já estou o espectro eletromagnético, vemos que a luz, ou melhor, a força eletromagnética, divide-se em vários comprimentos de onda. A ciência convencional identifica o espectro visível, que para nós aparece como um arco-íris (do violeta ao vermelho). Antes do violeta e depois do vermelho sabemos da existência de outros espectros (ultravioleta, infravermelho, raios gama, micro-ondas etc).

Bom, como foi dito, nosso olho (limitado, por sinal) enxerga somente um entre vários espectros. E a ciência também conhece animais que enxergam outros espectros, como as abelhas, que enxergam o ultravioleta. Quer dizer, além de dimensões de existência, também não enxergamos em totalidade nosso redor! Enxergamos apenas essas cores que conhecemos. Existe mais coisa oculta, coisas que não percebemos, coisas com as quais vivemos diariamente e temos apenas uma ideia de sua existências através de anos e anos de experimentos e estudos científicos. O que a abelha enxerga que nós, os "seres superiores", não enxergamos?

E vale lembrar que cada pessoa tende a enxergar a (suposta) realidade da sua maneira. Logo, falar de uma única realidade é relativo. Mas se fossemos definir a realidade como meramente o mundo em que vivemos, o mundo em como ele é com suas leis naturais, podemos dizer que vemos a realidade? Podemos virar para alguém e afirmar com toda certeza: "eu percebo a realidade"?


Só tente não pensar muito nisso. Não queremos que ninguém enlouqueça. XD XD XD



Algumas outras coisas que estou cansado de ler/ouvir

A luta contra o preconceito e a ignorância é árdua. Tem dias que você quer desistir, pois parece que o povo não consegue mudar. Em outros você se anima, e se anima por diversos fatores, como a persistência em acreditar num mundo melhor no futuro, mais a presença de pessoas aliadas.

Mas... infelizmente... terei que ser chato! Só sendo chato para as coisas mudarem.

Mesmo tendo apoio, ou estando na presença de pessoas que dizem aceitar ou apoiar, ainda leu/escuto comentários onde a ignorância está presente. Não vejo sentido em apoiar uma causa, como a LGBT, sem nem ter conhecimentos básicos, ou pensar e/ou dizer coisas "sem noção".

Vou listar algumas coisas, a maioria vivenciada por mim.

1- "Se você gostasse de mulher, eu te dava um beijo"

Vem cá, ser homem homossexual é sinônimo de ter nojo de mulher??? Nunca me importei com quem me dava um beijo, abraço, que seja. Eu posso não ter preferência sexual pela feminilidade, mas não proíbo mulher de me dar um beijinho. Se ela quiser, pode até rolar um selinho XD.

2- "Para de ficar cuidando do c* alheio", e frases semelhantes

Bom... Em primeiro lugar, obrigado pelo apoio. A pessoa está passando uma mensagem sobre cada um cuidar da sua vida. Mas... Por que precisamos falar de bunda/sexo anal para defender homossexuais? Às vezes me parece que o pessoal imagina que gays vivem disso. Existem casais que nem fazem. E não é algo que fazemos diariamente.

3- "Respeite as escolhas das pessoas"

Novamente, obrigado pela boa intenção. Mas ser homossexual NÃO É FUCKING ESCOLHA!!! P*rra! Sério, essa afirmação me deixa irritado! Quando hétero diz isso, tenho vontade de perguntar a pessoa quando ela escolheu ser hétero. Basta autorreflexão para chegar nessa conclusão tão óbvia. Digo mais: dizer isso é um grande sinal de burrice.

4- "Deixa os caras! Sobra mais mulher pra gente!"

Aqui não se trata de homofobia, mas de machismo. Que frase idiota! Só porque para cada homem gay uma mulher fica """sobrando""" (muitas aspas, afinal mulher não é objeto, e tem todo direito de ser solteira), não quer dizer que as mulheres vão chover na sua vida. Deixa de ser ridículo! Se você é escroto, pode ser o único homem hétero do mundo, vai continuar solteiro! E virjão!

5- Dizer que homofóbicos devem "sair do armário"

Ok, talvez em alguns casos sejam, de fato, enrustidos, ou ao menos possuem um lado bi-curioso. Mas dizer que todos são já é babaquice. Esse argumento isenta heterossexuais de terem preconceito e, pior ainda, afirma que quem pratica homofobia são apenas homossexuais. A homofobia está enraizada na sociedade através do machismo e das religiões, então ela é ensinada desde sempre. Como a maioria da população é heterossexual, então não faria muito sentido se a maioria ou se todos os homofóbicos fossem na verdade homossexuais enrustidos.

6- Convites para reuniões, festas, confraternizações exclusivamente femininas

Algumas meninas se empolgam com o amigo recém-assumido, e já quer convidá-lo para, por exemplo, festas do pijama. Gente! Por favor... Parem com isso. Homem gay continua sendo homem. Não estou proibindo nenhum cara de comparecer, de aceitar esses convites, mas me incomoda essa ideia de que homens gays devem ser tratados como se fossem mulheres. Assim como quando lésbicas são tratadas como se fossem homens.

7- Dizer apressadamente que não tem preconceito e que AMA os gays

A grande maioria das pessoas que faz isso está mentindo. Quem não tem preconceito não costuma falar. As atitudes falam por elas mesmas. E duas observações:
- Eu dizer que sou gay não é o mesmo que perguntar "você tem preconceito?". Tem pessoas que falam isso abertamente e nem se importam se a outra pessoa aceita ou não.
- Para com isso de "AMO". Essa demonstração falsa e exagerada de um sentimento inexistente (que você sabe que não tem, ou pensa que tem) é muito irritante! Sério.

8- Falar homossexualISMO

É homossexualIDADE! O sufixo "-ismo" se refere a doença. Era usado na época em que homossexuais eram vistos como doentes. Na boa, se vai defender a causa LGBT, ao menos saiba o termo correto!

Existe mais um caso que li uma vez em comentários no Facebook: o cara se dizia contra a adoção por casais homoafetivos, e a discussão chegou às crianças órfãs. Daí ele disse: "Sou contra, mas antes isso do que ficar largado". Primeira coisa que irrita; coisificar casais homoafetivos ("isso"). Segunda, não sei se ele estava informado, mas casais gays cuidam tão bem quanto héteros!



E só para finalizar, nós, LGBTs, não precisamos de "meio aliados", e muito menos de falsos aliados. Se você é que nem esse último exemplo, que diz que apoia, mas é contra um de nossos direitos, você é uma pessoa homofóbica do mesmo jeito. E nós todxs queremos distância de gente que nem você.

Até a próxima, amigxs! o/



14 de fev de 2015

Série: Vikings

(More, give me more, give me more ♪)

A história de Vikings conta sobre a história dos... Vikings! Hahaha, sério?

Falando sério agora. A história, na verdade, narra sobre o viking lendário Ragnar Lothbrok. Ele é um herói na mitologia nórdica, mas não sabe se ele realmente existiu, embora seus (supostos) filhos sejam figuras históricas. A série é baseada nos contos de Ragnar e sobre a viagem dos nórdicos, numa Escandinávia medieval, para além-mar. Atravessando o mar, os nórdicos descobriram, exploraram e saquearam novas terras. Inglaterra e França foram alvos marcantes.

Ragnar é um fazendeiro casado com a escudeira Lagertha, e tem um filho, Bjorn, e uma filha, Gyda. Seu irmão, Rollo, o apoia em suas jornadas, mas nutre um ressentimento pelo irmão. Na primeira temporada, Ragnar imagina sobre as terras além-mar, e com isso desafia a vontade do chefe de sua vila, que não acredita que haja novas terras. Outro aliado seu, e com certeza o maior aliado, é seu amigo Floki, quem constrói os navios para as perigosas viagens além-mar. Omitindo certos detalhes, Ragnar, em sua primeira viagem, invade um monastério e leva um monge, Athelstan, como escravo. Na segunda temporada, Rollo ganha um papel mais antagônico e seu filho Bjorn tem um destaque maior. E, também, Ragnar compra uma briga feia com um rei britânico do reino de Wessex. Outro ponto interessante é o conflito interno de Athelstan em relação a sua fé; apesar de ter sido cristão a vida toda, após conviver por muito tempo com os nórdicos, ele começa a absorver parte da cultura, inclusive a crença nos deuses nórdicos.

A terceira temporada está para lançar esse mês. A jornada de Ragnar alcançou bem mais do que o território nórdico. A trama vai evoluir e trazer novos ares e acontecimentos.

O que posso dizer? Uma série bem feita. Às vezes digo que é como um Game of Thrones, mas sobre vikings. Os atores são muito bons. E eu não queria dizer nada, mas os atores de Ragnar, Bjorn e Rollo possuem muitos "dotes", principalmente os de Ragnar e Bjorn. A beleza e o charme foram hereditários hahaha.

A série representou bem a história dos vikings. Inclusive, uma característica positiva dos nórdicos, foi praticar a igualdade de gênero (até certo nível). Mulheres lutavam, faziam trabalhos mais braçais, e tinham voz política e na própria casa. Porém, essa igualdade é mais evidente com as trabalhadoras da população. Escravas não tinham tanto esse privilégio. Tanto que uma serva é estuprada numa cena, sem nem poder reagir.

Outra coisa que me chamou a atenção foi o senso de liberdade sexual. Lagertha parece aceitar bem o marido transar com outras mulheres das terras que ele vai saquear. E uma cena (muito) interessante é quando ela e Ragnar chamam Athelstan para se "juntar a eles" na cama. Até hoje tenho uma vontade oculta nas profundezas de meu coração yaoi de escrever uma fanfic sobre essa cena, de acordo com minha inocente imaginação ( ͡° ͜ʖ ͡°). Pena que o monge recusa o convite...

E mais, e um pequeno spoiler: a segunda temporada estreia a princesa Kwenthrith da Mércia, uma mulher tarada por homens hahaha. Mulheres muito sexualmente ativas ainda são um tabu na sociedade. E apesar da época, a princesa parece nem se importar com a imagem pública dela. E está certíssima! Adorei a personagem nesse aspecto.

Nunca havia me interessado tanto por vikings até assistir a série. Para quem gosta dessa temática ou deseja um conteúdo menos fantasioso e com bases históricas, a série é uma boa indicação.



11 de fev de 2015

Pensamento do dia

Vou ensinar uma palavrinha mágica: impeachment. 

Palavra de origem do latim. 
Palavra inglesa designada ao ato de retirar um chefe do Poder Executivo.
Separando suas sílabas, temos im-pe-a-chment. E vejam! Uma sílaba de 6 letras!
Sua pronúncia é "impítchman".

Se o povo brasileiro conseguir o impeachment da atual presidenta, quem assumirá o cargo será o vice-presidente. Se o mesmo também for retirado pelo impeachment, quem assumirá o cargo será o atual presidente da Câmara. E assim sucessivamente temos uma fileira de pessoas que, de acordo com a hierarquia política, podem assumir a presidência desse maravilhoso país chamado Brasil.

E só uma dica: nenhuma dessas pessoas tem o primeiro nome começando com "A" e terminando com "O".

Agora vamos fazer uma suposição:

Se a candidata a presidência, de repente, ganhasse a eleição, seu oponente perderia, logicamente. E se ela fosse retirada pelo impeachment, seu oponente da eleição não iria assumir a presidência. Ok? Entenderam? Se precisar, faço desenho.

E digo mais: fazer campanhas nas redes sociais, fazer protesto nas ruas, fazer correntes no Whatsapp, fazer escândalo, fazer rituais de magia negra, fazer prece para Lord Cthlhu e etc etc etc, não vai magicamente transferir o cargo de presidência para o perdedor da eleição.

Se servir de consolo (entendam como quiser), posso escrever uma fanfic em um Universo alternativo onde o perdedor vence a eleição.



Spoiler: a situação do país não mudaria tanto assim...



7 de fev de 2015

Preconceito em potencial

"Eu não tenho preconceito". Frase usada por muitas pessoas.

Na grande maioria das vezes não é verdade. Se bem que, no fundo, todxs nós somos preconceituosxs, por mais mínimo que seja. Acho que quando chegamos nesse mínimo podemos dizer essa frase sem receio. Eliminar um preconceito é algo difícil, um trabalho interno que requer tempo e mente aberta.

Mas vamos a outra perspectiva. Já parou para pensar no seu "preconceito em potencial"? Talvez você nunca tenha ouvidx falar nisso, ou ao menos ter pensadx nisso.

Primeiro de tudo quero ressaltar que ninguém tem culpa por isso. Vivemos numa sociedade muito preconceituosa que molda nossas mentes com intolerância e com a prepotência de que existe um conjunto de regras sobre o que é certo e errado. Isso é feito desde nosso nascimento.

Somos criadxs dentro de um poço escuro repleto de ideologias que condenam pessoas fora de um "padrão" e que ditam para nós como devemos ser. Nem sei se posso chama-las de ideologias, mas não deixam de ser ideias, apesar de preconceituosas. Quando abrimos a mente, vemos um foco de luz nesse poço. E quanto mais a abrimos, maior é a luz. (poético, não?)

Dito isso, e sinto informar, todxs estamos "contaminados" desde sempre. Principalmente a maior parte da população, que pertence a um "padrão". Esse "padrão" inclui a heterossexualidade,  a cissexualidade, a cor branca, entre outros.

Refletir sobre as facilidades da vida de maioria e sobre as dificuldades da vida de minorias é um exercício que precisa de uma boa vontade da pessoa.

O que quero dizer com isso? Bom, vamos a um exemplo simples: pessoas heterossexuais podem ser homofóbicos em potencial. Não são porque querem, mas o preconceito está enraizado. Elas, como pertencem a maioria, vivem uma vida plena de privilégios. E muitas vezes não conseguem enxergar que pessoas homossexuais não possuem os mesmos direitos que elas.

E aí está o medo: se refletirem e chegarem nessa conclusão, terão que largar o preconceito. Livrar-se da ignorância é um desafio, pois ela é uma zona de conforto. Especialmente para a maioria.

"Em potencial" não quer necessariamente que uma pessoa vai reproduzir determinado preconceito. Mas como dito anteriormente, vivemos numa sociedade que, desde nosso nascimento, nos implantam o preconceito. Logo, todxs estamos "contaminados".

Minorias estão excluídas disso? Claro que não! Todxs nós temos algum preconceito. E cabe a todxs nós refletirmos sobre nosso(s) preconceito(s) em potencial. Ninguém foge disso.

Vou me usar como exemplo. Vou listar seis características minhas.

1- Sou homem; meu sexo e gênero são masculinos. Logo, sou um machista em potencial. 
Nota: o que torna esse o pior dos preconceitos é tanto ser muito forte (pois está enraizado na Humanidade) quanto abrir porta para outros preconceitos.
2- Nem preciso falar, mas sou cisgênero. Logo, sou um transfóbico* em potencial. Além disso, também sou um binarista em potencial (pois posso desconsiderar pessoas não binárias).
3- Sou branco. Logo, sou um racista em potencial.
4- Sou magro. Logo, sou um gordofóbico em potencial.
5- Não tenho deficiências. Logo, sou um capacitista em potencial.
6- Em relação a meu corpo, sou diádico (minha genitália é a dita masculina). Logo, sou um diadista em potencial (pois posso desconsiderar pessoas intersexuais).
7- Sou homossexual.

Minha única característica de minoria é minha sexualidade. Se for parar para pensar, posso ser muito mais opressor do que oprimido. Doideira, não? Não, não é.

Isso significa que eu, apenas pela homossexualidade, não poderia ter um preconceito? Normalmente minorias não desenvolvem um preconceito (então "heterofobia", "racismo inverso" etc não existem, ok?).

Mas esse não é o caso. Já discuti isso em outros dois artigos. Embora eu seja minoria, eu sou um bifóbico em potencial. Por quê? Bem, não sei explicar ao certo, mas heterossexuais e homossexuais tendem a pensar que não existe uma sexualidade entre esses extremos. Negar a bissexualidade é negar a diversidade humana. Grave para héteros, e ainda mais grave para homos (afinal são quem deveriam ter mais empatia).

Outras coisas que eu poderia citar são minha posição social e minha crença particular. Sou de classe média (média baixa XD), então posso ser elitista. Sou de uma doutrina, então posso ser ateofóbico.

Vou mais além: combinando minhas condições de gênero, sexo e sexualidade, posso também ser um "panfóbico" em potencial. Posso até mesmo ter preconceito contra assexuais, ter "afobia". (ainda não existem termos definidos para essas fobias)

Imagine a dimensão que essa reflexão pode chegar! Confesso que é amedrontador você fazer isso e perceber que é muito mais preconceituoso do que imagina. Toda sua vida desaba, pois ela é construída de preconceitos. Por isso eu disse que a ignorância é uma zona de conforto. 

E você aí do outro lado, já refletiu sobre isso? Que tipo de preconceito em potencial você tem, e se você está atentx suficiente para não praticá-lo?

Acho que nunca estamos 100% livres desses preconceitos em potenciais. Contudo isso não é desculpa para não lutarmos internamente e também externamente contra eles. ^^

Fica aí um ótimo exercício para ampliar sua visão do mundo. Apenas esteja preparadx para encontrar milhares de coisas erradas em sua vida e determinadx a admitir o erro e mudar, mudar para melhor.

*Obs: transfobia se refere à transgêneros (travestis e transexuais).


Segue abaixo um vídeo excelente do Canal das Bee sobre o tema.




Beijo na alma de todxs!!!



4 de fev de 2015

LGBT ou GGGG?

A sigla LGBT é uma sigla forte.

Para algumas pessoas é motivo de orgulho. Para outras é um espanto. Alguns ainda tratam como um tabu, tipo uma palavra proibida.

Todo mundo sabe que existem gays. Querendo ou não, existem. Mas será que os próprios Gs lembram-se da existência do L? Ou sabem o que significa o B e o T?

Antes de tudo, crianças, vamos repassar o significado da sigla LGBT: Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis/Transexuais. Lembrando que travesti e transexual não são palavras sinônimas.

Existem variações modernas da sigla que abrangem outros grupos de pessoas, tais como: gêneros não binários, bi-curiosos, queers, assexuais, pansexuais, intersexuais, entre outros. Um verdadeiro leque de uma imensa diversidade *---*

É estranho falarmos de direitos das minorias dessa categoria citando apenas "LGBT", pois parece que estamos falando apenas daqueles grupos citados. Mas não, não estamos. É muito mais que isso. Muito mais mesmo.

Mas agora sejamos sinceros: quando se fala LGBT, costumamos pensar/lembrar de lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais? Ou o que vem a mente são homens, apenas homens gays?

É estranho, não? Agora compreendo a ironia da sigla "GGGG" (Gays, Gays, Gays e Gays).

A ironia é justificável quando vemos que homens gays estão, na maioria das vezes, representando toda a comunidade, seja nas redes sociais, na mídia, enfim. Ouso dizer que isso é um tipo de machismo, embora o machismo condene homens gays. Como se não bastasse, isso também revela uma atitude lesbofóbica, bifóbica, transfóbica, e preconceito contra todos os demais grupos não incluídos na bendita sigla (a própria sigla já está excluindo muitas classes).

É sério mesmo? Apenas eu, como um homem gay, represento toda essa população de minorias?

Não estou sozinho, não! A comunidade não pertence somente aos Gs. Tem as outras letras e muito mais!

É deprimente eu ter que admitir que precisamos melhorar até mesmo dentro do nosso próprio movimento. Lésbicas não têm seu merecido destaque (o que leva a lesbofobia), bissexuais sofrem bifobia de todos os lados (como já comentei aqui), homens cisgêneros não têm empatia pelas pessoas transgênero... E todo o resto tende a ser esquecido também.

Triste isso.

Onde está a união, a fraternidade, a visibilidade plena de todxs?

Dito isso, farei meu melhor para mostrar que a comunidade não é só dos Gs. E peço desculpas se, em algum momento, tive uma atitude que excluísse alguém.

Assim, depois de tudo isso, abro esse questionamento: LGBT é para todxs ou apenas para Gs?