30 de set de 2015

Sessão Yaoi (Games)

(Atenção: esse post não é para menores de 18 anos!)
(Nota: esse aviso não serve de nada, é só uma questão burocrática)















26 de set de 2015

Figuras históricas LGBs

Já pararam para se perguntar por onde andavam as pessoas LGBs na História? A maioria a princípio pode não lembrar, mas tivemos pessoas LGBs que marcaram a Humanidade de alguma forma, seja pela filosofia, pela guerra, pela política, pela arte e até pela ciência. Existem aquelas cuja orientação sexual está clara, e outras está implícita.

Vale lembrar que aqui não citarei personalidades que contribuíram diretamente para o movimento LGBT. Deixarei essas pessoas para outra lista. Ah, e infelizmente não encontrei pessoas trans (T) para encaixar aqui. Ficarei devendo essa. Mas elas aparecerão na outra lista.

Segue abaixo algumas dessas figuras:




  • Sócrates

O famoso filósofo grego que contribuiu com a formação da atual filosofia ocidental. Dedicou-se inteiramente à filosofia, e transmitia seus conhecimentos e sabedoria através do diálogo. Ele dizia que o prazer anal dava-lhe muita inspiração, e chegou a afirmar que o sexo heterossexual servia apenas para reprodução. Não há fortes evidências, mas existem especulações sobre o filósofo envolver-se sexualmente com alguns dos rapazes que eram discípulos.


  • Alexandre, o Grande

Foi um dos reis do reino da Macedônia e, como imperador e militar, expandiu seu domínio para muitas terras. Há muitas controversas sobre as relações de Alexandre. Alguns historiadores chegam a afirmar que ele já foi casado com mulheres. Mas tudo indica que seu grande amor era seu melhor amigo e um de seus generais, Heféstion. A morte dele afetou muito Alexandre.


  • Leonardo Da Vinci

Famoso pintor renascentista, cuja obra mais conhecida é a Mona Lisa. Historiadores deduzem que ele era homossexual baseados em manuscritos particulares (nenhum deles retrata algum relacionamento afetivo e/ou sexual com mulheres) e em alguns registros, como por exemplo, o fato de Leonardo ter sido levado a corte sob a acusação de ter relações com um jovem prostituto. No entanto, a acusação nunca foi provada. Há também relatos de que ele, mesmo velho, teve relações com dois aprendizes.


  • Frederico II

Reinou entre 1740 a 1786 na Prússia (atual Alemanha). Tentou fugir com seu tutor, Hans Hermann von Katte (que era um tenente do exército prussiano), quando eram jovens, mas a fuga falhou. O pai quase o mandou para a execução. Frederico foi perdoado, porém foi obrigado a ver Hans sendo decapitado. Foi um excelente rei que venceu muitas batalhas e fez mudanças revolucionárias no país, inclusive pregando a tolerância a todas as religiões. Não deixou herdeiros e foi sucedido pelo sobrinho.


  • Frida Kahlo

Uma famosa pintora surrealista mexicana, uma figura que também inspirou o movimento feminista. Ela era bissexual e seu marido sabia disso. Ele aceitava que ela se envolvesse com mulheres, mas não aceitava relações com homens. Frida passou por duas grandes tragédias em sua vida; uma foi poliomielite e outra foi um acidente. E foi na recuperação do acidente que ela desenvolveu seu gosto pela pintura. Seus quadros são reconhecidos e admirados até os dias atuais.


  • Alan Turing

Matemático e cientista da computação que colaborou para a criação do primeiro computador. Até hoje é reconhecido como o pai da teoria da computação e da inteligência artificial. Alan teve um papel importante na Segunda Guerra Mundial ao auxiliar na quebra de códigos do exército alemão. Porém, por se relacionar com um homem (o que era crime na época), recebeu castração química como punição. Morreu por envenenamento por cianeto dois anos depois, possivelmente um suicídio.


  • Marilyn Monroe

Famosa atriz estadunidense e provavelmente o maior ícone sexual feminino que já existiu. Uma das maiores celebridades que Hollywood já teve. Seu sucesso no cinema começou em 1953 com o filme Torrentes de Paixão (Niagara). Foi casada com três homens. Entretanto há especulações sobre ela ter se envolvido também com mulheres em encontros escondidos e até com uma professora. Sua verdadeira sexualidade permanece um mistério, assim como muita coisa na vida de Marilyn.




Fiz essa lista com figuras mais notáveis, visto que há muito mais pessoas registradas historicamente como LGBTs. Tentei encontrar mais personalidades femininas, porém só pude achar duas.

Esse artigo foi feito especialmente para aqueles que dizem que LGBTs nunca apareceram ou nunca foram importantes na História da humanidade ^^.



23 de set de 2015

Por que ensinar gênero nas escolas?

Essa questão esteve gerando polêmica no país recentemente.

A oposição chama a questão de "ideologia de gênero". Como se gênero fosse uma ideia que poderíamos implantar numa pessoa (e como sempre, a oposição continua ridícula).

Está claro que todas as pessoas têm uma identidade de gênero. Tal característica independe de sexo biológico ou orientação sexual/afetiva.

A grande maioria das pessoas é cisgênero; aceita o gênero imposto pela sociedade de acordo com o sexo biológico. Nosso sistema afirma que meninos têm pênis e meninas têm vagina. Nem fazem questão de mencionar intersexos. Mas e as pessoas transgênero?

A identidade de gênero se manifesta desde criança. Imaginem o quanto deve ser confuso para uma criança transgênera ouvir uma coisa de todos, mas ter uma essência diferente daquilo que afirmam.

Por exemplo, aquela criança que tem um pênis, e por isso ouve que ela é um menino. Mas quando se olha no espelho, enxerga uma menina. Esse é um caso de transexualidade. Ainda temos as travestis e os gêneros não binários. Quantas crianças nossa educação cisnormativa não exclui nas aulas e nos livros?

Sem contar que, além da identidade, temos também as expressões de gêneros. Uma pessoa do gênero masculino pode manifestar feminilidades e continuar se identificando como homem. Sabe aquele colega de classe que têm um "jeitinho de gay", mas gosta das meninas? Ou aquela menina-moleque que gosta de rapazes? São expressões de ser dessas pessoas, expressões que independem de preferências sexuais ou amorosas.

Devemos ensinar para as crianças sobre a diversidade! Ainda mais para elas, que são jovens e têm uma mente mais aberta! Devemos ensinar que existem pessoas diferentes da maioria. Temos que ensinar para as crianças cisgêneras sobre pessoas transgêneras e que cada pessoa tem sua forma de se manifestar, de agir, de se comportar. Temos que esclarecer as crianças transgêneras sobre o que elas são, e apoiá-las em tudo que precisam.

Enquanto o assunto não for abordado, a transfobia continuará elevando as estatísticas de violência e morte, e até mesmo pessoas cisgêneras com expressões de gênero diversificadas podem sofrer com isso.

Nossa educação atual continua alimentando uma cisnormatividade compulsória que obriga todas as pessoas a seguirem um padrão binário de acordo com sua genitália. Que bem estamos fazendo a população em geral?

O futuro do país não são as crianças?
O que estamos criando para o futuro?
Cidadãos tolerantes e esclarecidos, ou gerando mais e mais preconceitos e conflitos?

Precisamos muito falar de gênero nas escolas!
Precisamos muito falar de diversidade!
Precisamos dizer que as pessoas devem ser como são e que devem ser aceitas como são.

Quem ganha com isso não é somente a comunidade LGBT. E sim a humanidade toda.



19 de set de 2015

A linguagem heteronormativa e cisnormativa

Infelizmente a sociedade em geral é muito heteronormativa e cisnormativa.

Antes de tudo é cisnormativa, pois as pessoas são separadas apenas em "homem" (ou "quem nasce com pênis") e "mulher" (ou "quem nasce com vagina").
E então heteronormativa, que por sua vez estipula que homem só se relaciona com mulher e vice-versa; em outras palavras, somente relação heterossexual é válida.

Esses conceitos tão arcaicos e preconceituosos estão presentes em praticamente tudo.

Uma situação do dia-a-dia que me incomoda é quando um parente pergunta para um menino: "e as namoradinhas?" ou vice-versa. O que custa usar uma linguagem mais neutra, tipo "e aí, está namorando?" Claro que a taxa de heterossexuais é maior que de homo ou bissexuais, mas atualmente sabemos que não é todo menino que gosta de menina. Temos que incluir outras classes de pessoas em nosso diálogo.

Não basta aquele parente chato. Tem também as revistas e sites de adolescentes. Vemos uma foto de um homem bonito e sarado, e na legenda lemos "para as meninas". Porra! Eu gosto de homem e sou menino! Talvez algum dia quando vermos fotos de pessoas bonitas, teremos a legenda "para quem gosta".

Quando o assunto é a redesignação sexual, podemos ver as seguintes siglas: FTM e MTF. Elas significam, respectivamente, "female to male" e "male to female". É muita cisnormatividade você dizer "mulher virando homem" ou "homem virando mulher", pelamor! Sem contar o binarismo consequente, pois exclui gêneros não binários.

O próprio conceito de "gênero binário" já é transfóbico. Separar gênero masculino e feminino dos demais é uma espécie de segregação. Pode parecer inofensiva, mas ainda é. E o binarismo está muito presente na língua portuguesa, visto que necessitamos na maioria das vezes atribuir gêneros às palavras. Por isso adoro línguas mais neutras, como o inglês.

E, principalmente, logo na fase da maternidade as pessoas ficam empolgadas com o sexo da criança que está para nascer. Querem saber logo se é do sexo masculino ou feminino. Mas ao invés de perguntarem assim, perguntam: menino ou menina? Não é mais mistério ou tabu a existência de pessoas trans; nem toda pessoa do sexo masculino será um menino e vice-versa, e não há apenas dois gêneros no mundo.

Oh, céus! Como nosso mundo ainda é tão heteronormativo e cisnormativo!



16 de set de 2015

Pensamento do dia

Não vou mentir dizendo que não acredito em astrologia. Acho um assunto interessante.

Mas afinal a astrologia nos comanda? Ela é realmente necessária para tomarmos grandes decisões? Ela é um fator que influencia os relacionamentos entre duas ou mais pessoas?

Não me importo que perguntem meu signo. E às vezes até pergunto por curiosidade.

Somos seres humanos, criaturas complexas dotadas de livre-arbítrio e racionalidade. Podemos decidir e ponderar muito bem sobre nossas relações.

Escolher amizades e namoradx pelo signo? Por favor, né...

Justificar atitudes pelo signo? Menos, né...

E atualmente nas redes sociais vemos as pessoas dizendo que um relacionamento não deu certo por causa do signo.

"Não é minha culpa! É culpa do meu signo!"

Como é conveniente jogar a culpa dos erros em coisas abstratas, né?

Que tal admitirmos que o relacionamento não deu certo por nossa culpa?

Eu, como alguém que acredita na astrologia, creio que nossos signos possam até influenciar os rumos que tomamos. Entretanto, acredito que uma relação depende mais dos indivíduos. Se duas ou mais pessoas querem se entender, elas se entenderão.

Será que não é possível o amor entre as pessoas de signos "incompatíveis"? Eu pensava que para o amor não existia barreiras... o amor é tão limitado assim?

Pessoas têm signos, sim. Mas os signos não são as pessoas.



12 de set de 2015

Conceito: protagonismo e aliança

Afinal qual a diferença de, dentro de um movimento social, ser protagonista ou ser aliado?

A diferença pode ser facilmente percebida por algumas pessoas, mas há outras que não compreendem bem por alguns motivos, incluindo ignorância e persistência no preconceito.

Um movimento social nasce quando uma classe de pessoas é oprimida socialmente. Essa opressão inclui: falta ou restrição de direitos civis, agressões físicas, morais ou verbais motivadas por ódio, silenciamento e invisibilidade em relação a liberdade de se expressar e se manifestar.

Quem protagoniza um movimento social é justamente quem sofre um determinado tipo de opressão e, portanto, quem tem a voz. Ter a voz significa que aquela pessoa é quem está lutando contra aquela determinada opressão, lutando para ser incluída na sociedade assim como a maioria (o lado opressor), lutando por igualitarismo.

Gays e lésbicas lutam contra a homolesbofobia, e logo protagonizam suas respectivas siglas do movimento LGBT. E assim funciona com as demais siglas e os demais movimentos sociais.

Agora, vamos propor os seguintes protagonismos:

1- Pessoa heterossexual e cisgênera protagonizando o movimento LGBT. 
2- Homem protagonizando o feminismo.
3- Pessoa branca protagonizando o movimento negro.

Isso faz algum sentido? Não, não faz, e a explicação é mais simples do que parece:

1- Pessoas hétero-cis não sofrem LGBTfobia.
2- Homem é beneficiado histórica e diariamente pelo machismo.
3- Não existe racismo contra gente branca.

Essas classes de pessoas não sofrem as opressões citadas e, portanto, não têm voz nos movimentos sociais mencionados. Se essas pessoas não são protagonistas, mas querem fazer parte ou já fazem parte de algum desses movimentos, o que elas são? Simples: essas pessoas são aliadas.

A aliança também faz sua parte na luta contra a opressão, mas ela, dentro de um movimento social, é mais o suporte ou um auxílio a mais. Pessoas aliadas são muito bem-vindas, e dentro dos movimentos elas aprendem a desconstruir os preconceitos internos e também externos. E, claro, lá elas não têm voz; estão lá mais para ouvir e mostrar apoio.

Vale ressaltar que ninguém tem obrigação de se aliar a um movimento. Porém, sinto dizer, atualmente não é mais possível "ficar em cima do muro". Ou você é contra ou você é a favor. Não tem essa de "ah, nada contra, mas também nada a favor". Se você é a favor dos movimentos, você é contra a opressão. Se é contra eles, você é a favor da opressão. E se você é "imparcial", ainda está cooperando com a opressão, pois está se calando diante dela e deixando que ela aconteça. Sim, pessoinhas, no fim não existe "imparcialidade" aqui.

Quem quiser aliar-se, fique à vontade. Procure os movimentos, saiba ouvir, e tenha a mente e o coração abertos. Contudo, aliar-se pensando que está fazendo um favor àquela classe oprimida é muita presunção, e nenhum movimento precisa de gente assim.



9 de set de 2015

Minha primeira balada

Apesar de saber o que havia e acontecia numa balada, não vou mentir dizendo que não fiquei muito animado por estar indo à uma. Desde minha saída de casa até a entrada, fiquei num estado de êxtase que tentei esconder (ou minimizar) ao máximo.

Encontrei um amigo antes de me encontrar com o pessoal (um amigo aniversariante e a turma dele - seis meninos e duas meninas). Achei hilário o quanto esse mundo noturno é pequeno. Até lembro de algumas pessoas da balada na volta para casa!

Pegamos o metrô, caminhamos, e chegamos ao local. Peguei a fila e entrei. Era aniversário de um amigo, e a última coisa que quis era incomodar. Prometi a mim mesmo que tentaria ficar grudado nele o menor tempo possível. Meu medo dessa novidade era enorme. Não consegui ficar sozinho nem por um segundo.

O interior era basicamente calor, música altíssima que te faz vibrar internamente, luzes coloridas piscantes, raios de luz em movimentos aleatórios (alguns às vezes me cegavam), e... pessoas. Inicialmente a pista não estava tão lotada, mas a aglomeração se fazia presente.

Havia muita gente bonita. E também gente esquisita. A festa estava dividida em dois locais. Aquele em que me encontrava tinha no total quatro andares (três e um subsolo). Em pouco tempo o lugar ficou mais cheio. Meu amigo deu-me dicas pertinentes sobre como paquerar. Ah, e descobri que aquele lugar tinha pessoas "seletivas"; elas não ficam com quem dá em cima de muita gente. Não vi sentido naquilo, mas desde quando o ser humano faz sentido? Subi para o último andar.

Nesse andar de cima, onde havia uma tenda de temaki e uma mocinha cantando, um cara me olhou. Fiquei muito tímido, admito. Ele desceu minutos depois, mas segundo minha amiga ele continuou me olhando. Achei ele bonito, e parecia simpático. Ele retornou um tempo depois e sentou-se ao meu lado no sofá preto em que me encontrava. Óbvio que ele tentaria alguma investida, mas então outro cara surgiu do nada e pulou no colo dele. As meninas que estavam comigo chamaram aquilo de "furar olho". Não conhecia essa expressão.

Essa situação me deixou um pouco mal, admito. Um dos amigos do meu amigo me apresentou para esse cara. Infelizmente, ele estava acompanhado do cara que pulou nele, e eu nem quis insistir. Para que insistir? Embora eu não tivesse a intenção de pegar alguém (se bem que uma parte minha queria permitir isso), aquilo me deixou triste. E minha tristeza permaneceu pelo resto da madrugada.

Talvez tenha sido melhor assim... não tenho esperança de encontrar um grande amor num lugar como uma balada. Se eu tivesse ficado com o cara, do jeito que sou, era bem capaz de eu me apaixonar. A tristeza que viria depois da decepção seria pior do que essa.

Tive conversas legais com minha turma, e gostei da companhia. Tentei tirar algum proveito daquele ambiente tão incompatível comigo. Fiquei a fim de alguns caras, mas não tive coragem de me aproximar deles. Eu queria, mas faltou ousadia, faltou eu me permitir.

As meninas ficaram entediadas, e convencemos o resto da turma a irmos para o outro local da festa. Pegamos um ônibus que eu apelidei na minha cabeça de "ônibus-balada". O interior era uma réplica da pista, só que menor. Banquei o velho chato e fiquei sentado o percurso todo.

No outro local, na fila do banheiro, fui assediado por um idiota que me perguntou três vezes se aquela era a fila do banheiro. Ainda bem que dois amigos do meu amigo aniversariante me salvaram.

Um amigo do meu amigo chegou em mim num momento e disse "não acredito que você vai passar a noite sem beijar alguém". Pois é, eu acredito. E era exatamente o que eu esperava, mesmo com um lado meu explodindo de vontade de me libertar de minhas restrições autoimpostas. Minha tristeza piorou, e tive crise depressiva. Não consegui melhorar meu humor depois disso. Claro que não destratei ninguém, mas fiquei mais isolado e calado.

Voltamos para o primeiro local. Pegamos nossas coisas e fomos embora. Tirei foto com o pessoal no vagão do metrô em pleno movimento. Foi engraçado. Tive que me despedir rápido, pois fui o primeiro a descer. Fiquei tão aliviado de estar indo para casa. Já fazia duas horas em que eu contava o tempo que faltava para aquilo tudo acabar.

O que vi e ouvi na balada, como já dito anteriormente, era tudo que eu aguardava. Nada além ou aquém de minhas expectativas. Eu gostaria muito de entender essas pessoas que vão em baladas frequentemente. Esse mundo não é mesmo para mim...

Sinceramente não me surpreenderia que mais ninguém me convidasse para esses passeios. Ninguém gosta de gente parada e mal-humorada, sei disso. E ficou claro para mim  que sou incompatível com as pessoas atuais, essas que amam e sabem aproveitar esse mundo noturno. Talvez seja meu momento. Ou talvez simplesmente não nasci para coexistir nesse tipo de mundo.



5 de set de 2015

Game: Hitman: Blood Money

(Ave Maria... )

Nunca tinha nem ouvido falar da franquia Hitman quando joguei esse game. Se não me engano foi através de um amigo do ensino fundamental II. Ele me emprestou, e acabei gostando tanto que adquiri o jogo para o PS2.

O quarto capítulo da saga começa com um repórter entrevistando um agente de uma organização, que afirma ter capturado o famoso assassino de aluguel, Agente 47. As missões presentes no jogo são missões do passado, em anos e locais diferentes. Aos poucos é revelado o que realmente houve para 47 ser capturado.

Não há muito que dizer do objetivo do jogo: matar seus alvos. Teoricamente isso deve ser feito lindamente, com uma estratégia boa e sem deixar rastros ou causar suspeitas. Porém, é possível sair metralhando todo mundo da fase XD. Nem todas as missões são possíveis de falharem; somente aquelas em que uma pessoa específica não pode morrer (4ª, 6ª e 9ª) ou algum objeto importante deve ser recuperado (5ª). Cada missão paga uma quantia pelos alvos mortos, e essa quantia pode aumentar dependendo do profissionalismo, ou diminuir, se outras pessoas além do(s) alvo(s) forem mortas.

Na época em que joguei eu tinha um lado sádico muito grande, então meu maior prazer era matar  as pessoas de variadas formas, das mais silenciosas e discretas até as mais brutais e sanguinárias. Nem precisavam ser os alvos. A segunda coisa que eu mais curtia era o lado estratégico do jogo. Jogar as mesmas missões novamente com novas estratégias era divertido. E a terceira coisa devia ser uma cena íntima entre um alvo e uma moça, na sétima missão. Foi um dos momentos no começo da adolescência em que descobri que numa cena hétero eu olhava mais para o homem.

Atualmente não gosto mais de jogos desse gênero. Posso até jogar, mas não tenho mais o mesmo prazer que já tive. Para quem gosta do gênero, é uma experiência boa, sem contar as múltiplas possibilidades que cada missão oferece, o que pode torná-las gostosas de jogar, mesmo que seja dezenas de vezes. O jogo está disponível para as plataformas PC, PS2, PS3, XBox e XBox 360.



2 de set de 2015

Diferença entre bissexualidade e pansexualidade

[clique aqui para um artigo mais atualizado sobre o tema]

Existe ainda confusão sobre essas duas sexualidades.

Essa confusão é esclarecida quando separamos sexo biológico de gênero e quando aceitamos a existência de mais gêneros além de masculino e feminino.

A definição de ambas é muito simples:

- Bi: quem se atrai por dois gêneros.
- Pan: quem se atrai por todos os gêneros.

Reparem que na definição não há a palavra 'sexo', e sim a palavra 'gênero'.

Não é mistério que na natureza existem os chamados sexos biológicos. E por muito tempo essas características físicas foram usadas para identificar as pessoas ou como homens ou como mulheres. Atualmente sabemos que definir a identidade das pessoas pelo sexo biológico é errado.

Ouvi falar que acadêmicos e cientistas, usando como parâmetro o sexo biológico, consideram a pansexualidade como bissexualidade. Aqui estamos considerando apenas os sexos masculino e feminino. O que já está errado, pois também há intersexuais (antigamente chamadas de hermafroditas, termo agora usado para animais). Nem sexo biológico é binário.

Esse mesmo raciocínio binarista também colocaria outras sexualidades, como polissexualidade (atração por muitos gêneros, mas nem todos) e escoliossexualidade (atração exclusiva por gêneros não binários) como derivações da bissexualidade.

Por isso atualmente pouco se fala sobre "atração por um sexo ou mais", e pela interferência dos movimentos sociais, mudamos nosso conceito de sexualidade para "atração por um gênero ou mais". Tal mudança foi necessária quando aprendemos que a identidade de gênero está acima do corpo e das imposições sociais e culturais, o que também foi positivo para a inclusão de pessoas trans que não alteraram a genitália.

Sendo assim, aquela ilustre frase que algumas pessoas bissexuais dizem -"eu gosto de pessoas"- não é totalmente verdadeira. Pessoas não são apenas homem ou mulher. Quem realmente gosta de 'pessoas' é pansexual.

Espero ter esclarecido a diferença.