28 de mai de 2016

Sessão Yaoi (Games)

(Atenção: esse post não é para menores de 18 anos!)
(Nota: esse aviso não serve de nada, é só uma questão burocrática)















25 de mai de 2016

Orgulho Nerd

Por um acaso o dia de hoje caiu no Dia do Orgulho Nerd! 🖖🏻

A data escolhida é hoje justamente porque nesse mesmo dia, no ano de 1977, foi lançado o primeiro filme da franquia Star Wars. O foi nessa franquia que o Universo nerd criou raiz até crescer e se expandir no que é nos dias atuais. E hoje também é o "Dia da Toalha", uma homenagem ao livro "O Guia do Mochileiro das Galáxias".

O que seria ser nerd? Basicamente ser nerd é ter uma afinidade intelectual com assuntos científicos e tecnológicos. Algumas fontes podem dizer que nerd é aquela pessoa estudiosa, que se destaca pela inteligência. Até pode ser, mas o que vemos atualmente é bem mais que isso. Nerd é aquela pessoa dedicada ao conhecimento, que se interessa por muitos assuntos e pesquisa, que explora o mundo e o Universo em que vivemos.

Entre muitos tipos de nerds, temos aqueles que tem um amplo conhecimento sobre ciência e/ou a pura tecnologia (aparelhos, videogames, computadores etc). E também temos aqueles nerds que se interessam por obras de ficção, como filmes, livros, séries, animes, mangás, enfim, uma variedade de classes.

Por mais que o Universo nerd tenha conquistado pessoas de todos os gêneros, o meio nerd foi fundado por homens hétero-cis. A influência masculina ainda é muito forte, o que por sua vez ainda pode gerar discriminações de gênero e sexualidade. Racismo também pode ocorrer pela prevalência da etnia caucasiana no Ocidente.

Particularmente acho isso um tanto contraditório, pois esses mesmos fundadores e tantos outros nerds já foram discriminados. Eram associados a pessoas antissociais que viviam em seus próprios mundos, recebendo estereótipos depreciativos e sendo vítimas de bullying. Eles sabem o que é preconceito.

Todavia, os nerds resistiram. Hoje não são mais alvo de deboche, e sim exemplos e inspiração. Muita gente quer ser nerd agora. Aquele estereótipo de poucas décadas atrás foi quebrado. Nerds conquistaram seu espaço e respeito e o Universo nerd ampliou-se para todos os lados. Mesmo tendo uma raiz tradicionalista, percebo que a tendência do Universo nerd é caminhar para a inclusão.

As próprias obras nerds nos passam ensinamentos sobre companheirismo, amizade, aceitação, persistência, valores, e tantos outros. Tais ensinamentos não estão aqui apenas para serem admirados, e sim para serem praticados! Ser nerd atualmente é pensar além e sair do padrão; nada diferente do que as minorias sociais da militância estiveram fazendo.

Não basta apenas ter orgulho de ser nerd. O orgulho maior será quando o meio nerd for plenamente inclusivo, sem LGBTfobia, machismo, qualquer tipo de discriminação. Todxs podem ser nerds! O dia de hoje existe para nos lembrar do orgulho que temos dessa identidade e do que ela representa para a população terráquea.
Feliz Dia do Orgulho Nerd!!! ⚛🔬🔭🎮🎲📖



21 de mai de 2016

Vamos boicotar!

Recentemente uma ilustre figura evangélica (tinha que ser, né) expressou sua igualmente ilustre opinião sobre uma marca de roupa, a C&A, ter quebrado os papeis de gênero em seu novo comercial.

E justamente por isso essa figura decidiu promover boicote a tal marca.

Então vamos boicotar toda marca, empresa ou instituição que apoia a diversidade sexual e de gênero? Ok! Nesse caso, vamos ajudar.

Boicote também o Google, o YouTube, o Facebook, a Microsoft e a Apple. 
Nem pense em dirigir carros da Fiat, Chevrolet ou Renault. 
Espero que seu smartphone não seja nenhum do sistema android (Samsung, LG, HTC, Motorola).
Não coma no MacDonald's ou no Burger King (também não são saudáveis hahaha). E nem beba Coca-Cola ou Pepsi (faz bem pra saúde também).
Ah, e não use nada da empresa Unilever, o que inclui Omo, Knorr, Rexona, entre outras centenas de marcas (procure todas certinho depois, faça uma lista para não esquecer).
E se o Brasil estiver colorido demais pro seu gosto, contrate uma linha aérea que não seja a Gol. E faça boa viagem!

Se sobrou alguma marca de computador para usar, desista; os computadores existem graças a um gay e ~pasme~ ateu.

Brincadeiras à parte, boicotar por causa de apoio LGBT é uma babaquice tremenda. Cada vez mais empresas e marcas mostram apoio a causa, então... bem, boa sorte em parar de usar quase tudo que você usa no cotidiano.

O mundo está ficando difícil para quem tem preconceito, né? ^^

E vale lembrar que não devemos exaltar as empresas e marcas pelo apoio. Elas fazem isso mais pelo marketing do que por altruísmo. De qualquer forma é bom para a representatividade LGBT! Está tendo e terá cada vez mais!



18 de mai de 2016

Tipos de homofóbicos

A homofobia internalizada das pessoas pode se manifestar de várias formas. Há quem cometa homofobia por ignorância apenas e há quem cometa com sentimentos de ódio. De qualquer forma, o preconceito pode ter diversas faces: a falsa aceitação, a falta de empatia, a indiferença, ou até a pura e simples intolerância.

Vou listar aqui os tipos principais de homofóbicos, com seus modos de agir e de pensar.

Obs: todos os exemplos aqui podem ser aplicados para lésbicas, bissexuais, trans, etc.



1- O quieto
Guarda a homofobia para si quando em público. A princípio pode aparentar ser até simpatizante ou ser neutro, mas na rodinha de amigos ou nas redes sociais se revela. A revelação pode até te dar um susto, principalmente quando a pessoa é calma na sua frente e muito intolerante nas redes.

2- O falso
Ele conversa numa boa, pode até ser um bom coleguinha. Descobriu que o colega é gay, pronto, corta contato e se distancia. Ele tem preconceito, mesmo não admitindo e negando até o fim. Ele não se aproxima ou faz amizade com gays, mas costuma fingir na frente dos outros que tem mente aberta. Nós percebemos quando alguém se distancia, ok?

3- "Na minha família não"
Acha legal a causa, mostra apoio e fala mensagens de aceitação e amor... enquanto não acontecer na família dele. Respeita e aceita o filho gay do vizinho, mas não aceita se seu filho for gay. Provavelmente concorda com aquela frase escrota "gay é que nem leão: todo mundo acha bonitinho, mas ninguém quer ter em casa".

4- Aquele que aceita e não aceita
Quando não tem influência da religião, ele se contradiz sobre ser a favor ou contra a causa, sempre colocando alguma condição sem sentido sobre os direitos sociais. Quando a religião influencia, costuma repetir a frase "aceito os homossexuais, não suas práticas". Traduzindo: aceito você ser quem é, mas não o que você faz. Lógica?

5- O amigo dos gays
Ele diz que não tem preconceito apenas porque tem amigos gays. Pode realmente não ter, mas o fato de fazer amizade com gays não isenta ninguém do preconceito. Se a pessoa te disser isso, fica de olho, que as atitudes mostrarão se ela tem ou não preconceito.

6- O perito em ciência (biologia/psicologia)
Formado em ciências pela Internet com especialização em achismos. Ele tenta banalizar a homossexualidade, podendo até dizer que é um distúrbio mental e que é tratável. E vai tentar usar a biologia para formar argumentos furados contra a diversidade (sendo que a própria biologia é diversificada). Normalmente não sabe nem diferenciar gênero de sexualidade.

7- O desinteressado
Aquele que diz não ligar para a vida alheia. Afirma não ser nem favor ou contra os direitos das minorias. Ou seja, não se importa se gays estão sendo ou não oprimidos, logo coopera com a perpetuação da opressão. Foda-se tudo.

8- O igualitário
Adora falar que somos todxs iguais perante a lei e acredita que nossa sociedade é realmente igualitária. Não enxerga que igualdade só existe na teoria e acha que discriminação é questão de perspectiva. Deve repetir muito a frase: "o preconceito está nos olhos de quem vê".

9- O verdadeiro reacionário
Ele esbanja seu preconceito sem medo, podendo ser mais manso ou agressivo. Pode ser educado ou um poço de grosseria. É a encarnação da intolerância e do ódio, e não mostra estar aberto ao diálogo. Se não prega morte/violência a gays, prega a segregação. O melhor é manter distância, muita.



Acho difícil não encontrar quase todos esses tipos. Eu pelo menos ainda não conheci alguém do tipo 3.
E você? Já conheceu uma pessoa de cada tipo ou mais?



14 de mai de 2016

A lógica da vida

Há uns dias uma pessoa me disse que a lógica da vida era: "nascer, crescer, se reproduzir e morrer". Foi numa discussão sobre homossexualidade ser normal ou não. E apesar de eu falar sobre a presença deste comportamento em outras espécies fora a espécie humana, a pessoa manteve sua posição e me disse isso.

Essa pessoa - um homem hétero-cis - falou sobre essa suposta lógica baseando-se em sua sexualidade (que para ele é a normal) e também sua condição fértil, de se reproduzir. Logo, seguindo sua linha de raciocínio, quem não é hétero e fértil não é normal, pois se desvia da ordem natural.

Vamos falar sobre a natureza então?

A natureza é uma única via? Ou ela pode ser várias vias? Existe apenas uma forma correta de viver?

Sim, basicamente, as espécies funcionam em geral por essa lógica do "nascer, crescer, se reproduzir e morrer". Não vou negar isso. Nem tenho como negar. Mas isso é uma verdade absoluta em todas as espécies?

A homossexualidade é um mecanismo próprio da natureza para reduzir a população de uma espécie. Ora, já que segundo esse ilustre estudante de biologia todos nós deveríamos nos reproduzir, o que aconteceria com nosso mundo, que por sinal está superpopuloso?

E as pessoas inférteis? Sendo a natureza uma inteligência com todo um processo programado, por que ela criaria um ser infértil e se desviaria de seu plano? Talvez a natureza seja mais cruel e contraditória do que imaginamos.

Melhor eu voltar para a parte do nascer. Quantos bebês e filhotes não morrem por aborto ou ao nascer, ou até mesmo antes de poderem crescer? A natureza abandonou essas vidas, simples assim? Ou eles simplesmente falharam em viver? Isso não é apenas uma questão biológica, mas filosófica também.

Ok, aquele ser nasceu e cresceu. E é fértil. Depois de se reproduzir, ele pode se preparar para seu inevitável fim. E se esse fim chegar antes da reprodução? Esse ser teve azar? Talvez, se estivéssemos falando de uma morte eventual. E uma morte natural?

Bem, pelo menos não posso dizer que a morte não é o caminho final de toda vida. Todas as espécies morrem. De morte provocada? Sim. De morte natural? Sim, todas... com exceção da água-viva Turritopsis nutricula, que quando chega na fase idosa reverte para a fase infante, e por isso só pode ser morta pela ação de espécies predadoras.

Qual é a lógica da vida? Ninguém sabe responder ao certo. Contudo, quando analisamos o quadro geral, podemos afirmar que o padrão "nascer, crescer, se reproduzir e morrer" é apenas uma entre várias maneiras de viver.



11 de mai de 2016

Pensamento do dia

Como é importante ter um diploma, não?

Um diploma é a prova de nossa formação acadêmica. Significa então que temos conhecimento sobre determinada área acadêmica e que vamos agir na contribuição do mundo.

Isso é meia-verdade. Ou melhor, isso é muito relativo. Qualquer pessoa pode ter um diploma.

Muita gente arrogante se gaba por ter um diploma. Jogam o fato de tê-lo na cara das pessoas como se fosse um símbolo de poder e intelecto.

Não é incomum vermos babacas com diplomas e gênios sem por aí.

Se for analisar, o diploma é apenas um prêmio por ter passado no curso acadêmico. Você pode até passar com notas sempre em cima da média. Você pode passar com altas notas, pois consegue decorar as matérias para a provas.

É sim um prêmio merecido, de qualquer forma. Porém ele não mede caráter e nem índole. Afinal, ele é motivo de soberba?

Você pode muito bem ter estudado, se empenhado e ter a verdadeira intenção de fazer o bem à humanidade. Mas no fim o diploma é apenas um pedaço de papel.

O que realmente faz a diferença no mundo é sua ação, com ou sem o papel.

O papel não torna ninguém melhor.



8 de mai de 2016

Conceito: problematização e desconstrução

Duas palavras que aparecem muito nos ativismos sociais modernos, seja dentro ou fora das redes sociais: problematização e desconstrução.

A problematização, resumidamente falando, é uma análise que revela qualquer ideia preconceituosa ou ignorante que possa estar escondida ou que possa passar despercebida a princípio. Isso pode ser numa frase, numa imagem, num texto, que seja. Essa análise é feita de mais de uma perspectiva, e por isso pode nos fazer enxergar coisas novas, especialmente quando através de uma perspectiva diferente da nossa.

A desconstrução não é nada mais que eliminarmos de nós ideias, pensamentos e comportamentos que acabamos adotando pela nossa socialização; tudo que possa, de alguma forma, alimentar o preconceito e a ignorância. Nossa socialização é repleta disso, tanto que nem percebemos. Tanto que para nós é difícil ver através de perspectivas diferentes da nossa.

Basicamente, a problematização aponta um erro e a desconstrução é a correção do erro. 
Já parou para pensar em quanta coisa errada aprendemos e repetimos em nosso cotidiano?

Ambas trabalham em conjunto para quebrar paradigmas e todos os padrões que criam e perpetuam todo tipo de opressão. E não falo apenas da opressão contra minorias, mas toda opressão que atinge todas as pessoas, tudo que prende o ser humano num mundo pequeno de intolerância, limitações e regras que no fim não fazem sentido. A meu ver, ambas são um exercício intelectual.

Já parou para imaginar como seria um mundo onde o ser humano é verdadeiramente livre, sendo quem quiser e como quiser, amando e respeitando todas as pessoas ao seu redor, convivendo perfeitamente com toda diversidade e diferenças?

Há brigas sobre certas problematizações serem "exageradas". E há questionamentos se, de fato, é possível nos desconstruirmos. Ademais, não é incomum ativistas fazerem problematizações e demonstrarem um nível alto aparente de desconstrução apenas para alimentarem seus egos nas redes sociais.

Acredito que exagero é questão de perspectiva (nossa dificuldade de enxergamos o problema do outro). E a desconstrução é algo possível, porém requer tempo e boa vontade da própria pessoa.

Seja no mundo real ou no mundo virtual, é importante aplicarmos esses conceitos na prática em nossas vidas. Isso abre nossos horizontes e nos direciona para sermos melhores como pessoas. Romper paradigmas e padrões liberta as pessoas e liberta o mundo.



4 de mai de 2016

XX e XY

Que simples é o mundo das pessoas cissexuais, que acham que a humanidade se resume a "homens (quem tem pênis) e mulheres (quem tem vagina)". Como é fácil definir o gênero baseando-se no que a pessoa tem entre as pernas!

A biologia está aí para apoiar a ideia, afinal existe só XX e XY, né? Hm... não. O mundo não é dividido apenas em mulheres cis XX e homens cis XY.

Alguém aqui não estudou biologia. Na natureza encontramos também X0 (Síndrome de Turner), XXY (Síndrome de Klinefelter), XYY, XXX, entre outras variações cromossômicas. Existem até mulheres cis com células XY (Síndrome da insensibilização androgênica) e homens cis com células XX (Síndrome de la Chapelle)!

Afinal para que servem os cromossomos sexuais? Apenas para definir a anatomia da pessoa.

Eu costumo dizer que define a pessoa como "o macho ou a fêmea" da espécie humana. O ser humano ainda é um animal. E macho e fêmea só determinam o papel de cada parte na reprodução. Porém, o ser humano é complexo demais para se limitar a sexos de nascença e instintos básicos como a reprodução (e não transamos apenas para reproduzir!).

Sem contar que não existe apenas macho e fêmea, existe também a intersexualidade - pessoas intersexuais são aquelas com genitália ambígua ou indefinida. A ciência ainda trata essa diversificação como uma anomalia, infelizmente.

Não importa se a pessoa nasceu macho ou fêmea ou intersexual, ela pode mudar seu corpo se quiser ou sentir necessidade. Sua autopercepção vem de sua mente, não de seu corpo. Sua genitália não define sua identidade!

Eu gostaria de perguntar para essas pessoas transfóbicas, que adoram usar os cromossomos sexuais como argumento, como ficariam essas variações citadas e as pessoas intersexuais? Vai definir como o gênero dessas pessoas? A mulher X0 é "meio-mulher"? O homem cis XX não é homem? A pessoa intersexual é "metade mulher e metade homem"?

Quem define o gênero de alguém é a própria pessoa!

Agora se vier com o argumento de que não se pode mudar nosso "estado natural", que isso é contra a natureza e blábláblá, lembre-se das mudanças que pessoas cis sempre fizeram em seus corpos: silicone, bronzeamento artificial, plástica, tintas e tratamentos capilares, lentes de contato etc. Se pessoas cis podem mudar, por que pessoas trans também não podem? Menos hipocrisia, tá? ^^

A diversidade humana não está apenas na identidade de gênero e na anatomia, mas também  a nível cromossômico! Não somos animais simples, somos animais extremamente complexos e diversificados.

Agora repita comigo: cromossomos não definem o gênero de ninguém.