16 de ago de 2017

Neonazistas

Ano de 2017 e ainda existem grupos seguidores da ideologia que dizimou milhares de pessoas e se tornou uma das maiores vergonhas da história da humanidade.

Não, não é ignorância, falta de informação, falta de educação, problema mental, doença, não é nada disso. Nem é intolerância. O que estamos vivenciando está além da intolerância e chegou na loucura.

Podia ter sido aqui no Brasil, mas foi nos Estados Unidos que ocorreu uma manifestação neonazista. As pessoas que compuseram esse show de horrores fizeram discursos contra judeus, negros e homossexuais e defenderam a supremacia branca.

Não sei o que o país ou as organizações internacionais vão fazer ou o que podem fazer. Mas algo deve ser feito. Urgentemente!

Você percebe que a humanidade falhou quando nesses tempos modernos existem grupos de pessoas defendendo abertamente e sem medo opressão, violência e morte contra outros grupos. Isso não é liberdade de expressão!

E estou mais do que farto de ouvir discursos pacifistas, de que não devemos revidar essa gente com violência, que devemos manter o diálogo, que devemos ser "humanos".

Eu até relevo com as minorias insistindo no pacifismo. Mas ver gente que não é alvo dos neonazistas fazendo esse discurso me deixa muito puto! Tenho vontade de perguntar para essa gente: como é nunca ser ameaçado de morte por pertencer a determinado grupo?

Qual seria minha solução? Digo aqui e agora para o mundo inteiro: fuzilar! Matar esses lixos! Matar antes que nos matem, matar antes que matem, matar porque com essa gente está além da recuperação.

Todas as pessoas têm direito à vida? Bom, eu acredito que sim. Tanto que sou contra a pena de morte. Podem defender o direito à vida dos neonazistas. Agora, quem vai defender o mesmo direito de viver das minorias?

Para mim o direito à vida da outra pessoa termina no momento em que ela é uma ameaça a minha vida. Pior ainda se for ameaça a minha e de outras pessoas.

Violência é a melhor resposta? Sinceramente, não sei mais responder. Eu preferiria evitar violência. Mas infelizmente a violência é necessária, principalmente quando ela vem como resistência. As minorias precisam se armar, ter como se defender.

Sinto muito quem achar minha opinião radical. Mas entre jogar uma flor ou uma bomba, eu jogo aquilo que for preservar minha vida. Chega de pacifismo com essa gente! Isso é guerra! Não é questão de "escolher lados". Isso é questão de vida.



12 de ago de 2017

O sucesso de Pabllo Vittar

Cada vez mais a cantora drag queen Pabllo Vittar conquista seu lugar na mídia nacional e também na internacional. Uma boa parcela da população, especialmente da comunidade LGBTQIAP+, está se sentindo representada e está apoiando a artista.

Não vou discutir aqui se a Pabllo tem mesmo talento ou não. Ela está fazendo sucesso, um sucesso que tende a crescer, então algum talento ela deve ter. Gosto dela, mas não sou fã suficiente para ser intitulado de vittarlover. No entanto, preciso falar sobre ela. E defendê-la.

Ninguém consegue agradar todo mundo. Pabllo esteve sendo criticada por sua voz, por ser superestimada, pelas letras de algumas músicas e por sua contribuição a longo prazo para a comunidade. Todas as pessoas são passíveis de críticas. Porém, o que estive vendo está me incomodando e vou explicar o motivo.

Vou comentar dois casos específicos sobre as (pseudo-)críticas contra ela:

Compararam ela com Freddy Mercury, geralmente exaltando-o como um homossexual melhor, mais talentoso e mais representativo. Bom, sem entrar no mérito se Freddy era de fato gay ou bissexual (o que era possível, bissexualidade sempre foi apagada), vamos aos seguintes fatos: são duas pessoas de tempos diferentes fazendo seus ativismos. Freddy contribuiu para a comunidade. Pabllo está contribuindo para a comunidade. Ninguém é mais ou menos aqui. Não é porque Freddy agiu de um jeito que todx artista LGBT deve seguir a mesma fórmula.

Compararam ela com figuras LGBTs nacionais, como Vera Verão, Nanny People e Rogéria. Antes de tudo, essas pessoas tiveram sim um papel importante na história da visibilidade LGBT nacional. Não vou negar. Agora, todas elas têm algo em comum: são personagens de entretenimento. Quando vi essa comparação, a única coisa que entendi foi "bons tempos quando LGBTs só apareciam na TV pra gente dar risada". Melhor ainda é ver a galera reacionária fazendo essa comparação (nem se importam com a comunidade!).

Tudo isso só tem um objetivo: desmerecer a Pabllo. Só. Mais nada. Duvido que essa mesma galera tenha imensa paixão e admiração por todas as personalidades citadas.

Agora, ninguém está dizendo que a Pabllo vai revolucionar o mundo apenas com músicas e clipes e acabar com as opressões sofridas pela comunidade. Não. Até porque uma pessoa só não faz uma revolução. Mas eu, como pessoa LGBT, estarei cobrando mais do ativismo dela.

E, além disso, a Pabllo ainda está inserida num sistema capitalista. Ela precisa tomar o mesmo cuidado que artistas que se dizem pró-LGBT (como Anitta), que é não cruzar o limite entre o ativismo verdadeiro e o lucro em cima da causa LGBT (o famoso pink money).

Talvez ela esteja sendo muito exaltada pelxs fãs. Talvez esteja sendo um pouco superestimada por seu talento. Agora, ter alguém como ela sendo reconhecida no mundo é positivo para a visibilidade e representatividade LGBT. Sem contar que ela também está representando o Brasil.

O clipe Sua Cara foi gravado no Marrocos, onde é crime por lei ser homossexual. Conseguem imaginar o que é um homossexual interpretando uma drag queen e uma artista pró-LGBT gravando um clipe num país desses? Isso não é um rompimento de barreiras?

Com tudo isso e vendo os ataques que Pabllo esteve sofrendo, só posso concluir uma coisa: o que incomoda de verdade é termos uma pessoa LGBT, nordestina e que rompe padrões tendo sucesso. Com certeza há gente que não gosta da voz e das letras. Mas o incômodo maior é a pessoa dela estar ganhando espaço num meio artístico ainda predominado por pessoas hétero-cis.

As críticas sobre Pabllo estar inserida no capitalismo e as cobranças do que ela pode fazer pela comunidade são válidas. Meu ponto principal foi a importância de ter uma drag fazendo sucesso, o que isso significa para a diversidade. Estarei acompanhando a Pabllo, torcendo por sua carreira e por sua contribuição para um mundo mais tolerante.



6 de ago de 2017

Comentando uma notícia

Faz pouco tempo uma dupla de artistas negras e lésbicas fizeram declarações polêmicas. Elas não apenas apoiaram uma figura política reacionária (famosa por ser homofóbica e racista), como também declararam que gays devem mostrar afetividade em quatro paredes.

Bem, eu nem tenho muito que comentar. É tão surreal que a gente nem consegue encontrar palavras. Sem falar sobre o que pode tê-las motivado a prestar esse imenso desserviço à comunidade LGBTQIAP+, o que elas falaram não tem como ser levado a sério. Sem contar o quanto é hipócrita da parte delas considerando todo seu histórico.

Mas o que pode levar duas pessoas de classes minoritárias a apoiarem um reacionário que não esconde seu ódio das minorias? Talvez tenha sido o que a maioria diz: desespero por uns minutinhos de fama. Sim, existem artistas que se rebaixam a níveis subterrâneos por um pouco de atenção.

Agora, considerando que elas realmente apoiam o sujeito, o que posso dizer? Sinceramente não sei dizer como duas mulheres negras e lésbicas possam aderir a uma ideologia política que as oprime, que as segrega, que quer tirar/privar direitos básicos. No entanto, não é novidade que existem pessoas da comunidade que são conservadores e contra a esquerda/o progressismo.

Lavagem cerebral? O oprimido aceitando sua condição de oprimido? Medo de enfrentar os sistemas de opressão? Como o conservadorismo pode seduzir uma de suas vítimas? Síndrome de Estocolmo?

Acho que (e eu falo por mim também) a esquerda atual deva começar a rever o que ela pode estar fazendo de errado (não apenas com as minorias). Agora, o que fazemos com as duas? Ignoramos. Apenas isso. Não as ataquem de forma alguma. Deixem que vivam de acordo com as consequências de seus atos. A luta da comunidade LGBTQIAP+ continuará. Por elas, inclusive.



3 de ago de 2017

Mudanças aqui e ali

Bem, o artigo de hoje não é nada de demais. Fiz algumas mudanças nesse humilde espaço. Troquei o fundo e coloquei esse novo cabeçalho super ultra mega extravagante hahaha. Na verdade era apenas um teste, no fim gostei e decidi deixar.

Pessoas, em meio a essas mudanças, peguei um momento para analisar toda minha trajetória. 

Primeiramente, fico besta em perceber que logo serão 3 anos de blog. Então estou há 3 anos escrevendo artigos todo mês, geralmente dois numa semana. Isso é muita coisa!!! 'o'

Segundamente, percebi o quanto cresci, o quanto fui melhorando no conteúdo. Preciso melhorar mais, não estou satisfeito. Mas posso me alegrar e dizer que consegui criar algo muito bom aqui.

Continuarei firme aqui, trazendo uma variedade de assunto sem perder foco nas militâncias e ativismos sociais. Tudo isso é parte de mim agora.

Sobre as mudanças, decidi agora adotar mais a sigla LGBTQIAP+ do que LGBT ou LGBT+ (a que eu estava me acostumando). Preciso expandir mais meus horizontes e abordar mais sobre toda a comunidade. Não que eu já não tenha falado sobre os grupos fora da sigla oficial (ainda é LGBT), mas agora mostrarei apoio maior.

Acham a sigla extensa? Sem problema, podem ler como LGBT. Ou melhor, posso até explicá-la. Mas mesmo LGBT+ não estava, a meu ver, representando todas as identidades que deveria representar. Claro que será uma mudança gradativa. Ainda me apresentarei pessoalmente como LGBT, para melhor compreensão das outras pessoas. Mas a mudança é necessária.

Outra coisa, os termos que costumo utilizar vão mudar. LGBTfobia é uma palavra que vou excluir, pois não inclui toda a comunidade (embora eu usasse sempre pensando em todxs). Os preconceitos, como homofobia, transfobia, etc serão substituídos por heteronormatividade, cisnormatividade etc, principalmente quando o contexto do artigo for mais político.

Sempre me identifiquei com as ideias de esquerda. Porém, no cenário atual e após muita reflexão, não estou mais querendo utilizar o "rótulo" de esquerdista. Agora me apresentarei como progressista, apoiarei medidas que acredito que visem o progresso social e político. Continuo sendo contrário ao lado conservador e reacionário.

Podem talvez parecer atitudes pouco relevantes, mas até mesmo pequenas mudanças são importantes para nos direcionar a maiores mudanças. E eu quero mudar um pouco como me expresso e como faço minha militância. Por hoje é só isso.

Beijos coloridos!